Nossa capacidade de encontrar beleza e significado no caos, transforma a incerteza em algo palpável e real.
Era uma manhã
cinzenta, daquelas que a névoa encobre os horizontes e a cidade parece
adormecida. Pessoas caminhavam apressadas, envoltas em suas próprias
preocupações, como se o mundo girasse apenas em torno de suas existências. E
foi nesse cenário de introspecção coletiva que me deparei com um pensamento que
sempre me acompanha: a incerteza. Afinal, o que é a certeza?
Algo palpável, que
pode ser tocado e sentido? Ou apenas uma ilusão, uma construção que criamos
para nos sentirmos mais seguros diante da imensidão do universo? Para muitos, a
intangibilidade de qualquer evidência nos remete a incerteza inerente à
existência humana. Mas, e se essa incerteza for justamente o que nos move, o
que nos faz buscar respostas e nos lançar em aventuras em busca do
desconhecido?
Olhando ao redor, pude
ver a beleza da incerteza em cada pequeno detalhe. As folhas caídas no chão,
que um dia foram verdes e agora se transformaram em tons de amarelo e marrom,
simbolizam o ciclo da vida, o constante movimento da natureza que nos lembra
que tudo é efêmero. Os passos apressados dos transeuntes, que deixam rastros
invisíveis no chão, representam a nossa própria jornada, cheia de encontros e
desencontros, de momentos de alegria e tristeza.
E assim, caminhando
pela cidade, me dei conta de que a incerteza não é um fardo, mas sim uma
bênção. Ela nos dá a oportunidade de experimentar a vida em sua plenitude, de
abraçar o desconhecido e descobrir novos horizontes. Talvez seja isso que nos
faz humanos: a capacidade de encontrar beleza e significado no caos, de
transformar a incerteza em algo palpável e real.
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Aquele que
busca o autoconhecimento navega em águas profundas, descobre tesouros
inestimáveis e se torna o capitão de sua própria alma.
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