Eu aprendi que não importa o tamanho do buraco em que você está, a felicidade ainda pode ser encontrada, desde que não joguem terra sobre você.
Eu sempre me senti
como um peixe fora d'água, um desajustado na multidão. Sempre tive dúvidas
sobre a minha existência, se eu era uma alma perdida ou uma alma em busca de um
lugar para nadar, digo: para se enraizar. Mas descobri que, por mais profundo
que fosse o buraco em que eu me encontrava, enquanto eu não era enterrado, eu
deveria continuar a ser feliz.
Eu aprendi a lidar com
as dificuldades da vida e a sobreviver, mesmo quando a situação parecia
insuportável. Eu aprendi a apreciar as pequenas coisas, a aproveitar cada
momento, a viver intensamente e sem medo. Hoje, me sinto cheio de charme, com
muito borogodó, como um verdadeiro Rei da cocada preta, em cima da carne seca.
Aprendi a comer o pão que o diabo amassou e a lamber os dedos e o prato, pois a vida é dura e às vezes é preciso se contentar com o pouco que se tem. Mas, mesmo assim, nunca deixei de sonhar e de buscar a felicidade, mesmo nas horas mais difíceis. E assim, vou seguindo em frente, sempre confiante e corajoso, pois sei que mesmo que Deus não esteja comigo, também sei que o Diabo está em greve.
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