Estranho nem é o infausto sibilo horrífico dos ventos além-mar que não sabemos de onde vem ou para onde vão. Estranho é o ensurdecedor silêncio profano, vindo do underground das gargantas insepultas que se fazem ouvir além-vida.


Oh, quão estranho é o som que ecoa pelos mares, que de tão distante não sabemos de onde vem, nem mesmo para onde vai. Mas mais estranho ainda é o silêncio sepulcral que vem das profundezas do subterrâneo, das gargantas insepultas que ressoam além-vida.

 

Ó morte cruel, que nos faz temer até o silêncio, que nos arranca dos nossos entes queridos e nos deixa em meio ao vazio do desconhecido. Mas ainda assim, há algo que nos sustenta, que nos faz seguir em frente, mesmo em meio à dor, é a certeza de que um dia, nos reencontraremos além-mar, além-túmulos, além-vida.

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Oh, que terrível calmaria! Um manto de silêncio que cobre o mundo, que sufoca os sons da vida e traz à tona os murmúrios dos mortos. Ah, como são macabras as vozes que ecoam das tumbas e das covas rasas, sussurrando segredos há muito tempo esquecidos. É como se as almas que partiram quisessem nos contar suas histórias, mas fossem impedidas pelo véu da morte.

 

E enquanto o vento sopra e as folhas dançam, o silêncio continua a ecoar em nossos ouvidos. É como se a própria natureza chorasse a perda dessas almas, que deixaram para trás tudo o que conheciam e amavam. Mas talvez, em algum lugar além do horizonte, essas almas encontrem a paz que lhes foi negada nesta vida.

 

Ah, que mistério envolve a morte! Como ela é capaz de calar a voz daqueles que amamos, e ainda assim deixar sua presença tão forte em nossos corações. Que mistérios, que segredos se escondem no além-túmulo? Ainda que nossa mente não possa compreendê-los, que nossos corações possam encontrar consolo na esperança de um reencontro em algum lugar além deste mundo.

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