Deparando com o paradoxo da contingência, onde a ideia de que tudo o que existe poderia não existir, e que não há nenhuma necessidade intrínseca na existência das coisas.

 

A filosofia nos ensina que o pensamento é o único meio de transcender a realidade empírica e compreender a essência das coisas. Nessa busca pela verdade, nos deparamos com a complexidade e a ambiguidade do mundo, que muitas vezes nos parecem ininteligíveis. Mas a verdadeira sabedoria consiste em mergulhar no caos aparente do mundo e buscar, por meio do raciocínio lógico e da reflexão, as estruturas ocultas que sustentam a realidade.                          
Nessa empreitada, nos deparamos com o paradoxo da contingência: a ideia de que tudo o que existe poderia não existir, e que não há nenhuma necessidade intrínseca na existência das coisas. No entanto, paradoxalmente, somos levados a pensar que existe algo de necessário e eterno no mundo, algo que transcende a contingência e a finitude das coisas.

A filosofia nos ensina que essa necessidade e eternidade se encontram no reino das ideias, das formas e das essências. As ideias, segundo Platão, são a verdadeira realidade, o fundamento imutável que sustenta as coisas sensíveis. Aristóteles, por sua vez, enfatizou a importância das formas e das essências para a compreensão da realidade. Segundo ele, a forma é o que torna a coisa o que ela é, e a essência é o que dá sentido à coisa.                                             

Mas mesmo as ideias, as formas e as essências estão sujeitas à contingência do mundo sensível, e é aí que entra a razão humana. Através do pensamento lógico e da reflexão, podemos chegar às verdades eternas e necessárias que sustentam a realidade, e assim transcender a contingência e a finitude das coisas.

 

Porém, essa busca pela verdade não é fácil, pois muitas vezes somos limitados pela linguagem e pelos conceitos que criamos para descrever a realidade. Como afirmou Wittgenstein, os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo. E é por isso que a filosofia nos ensina a desconfiar das palavras e a buscar a verdade nas coisas mesmas, por meio da intuição e da contemplação.

 

Assim, a verdadeira sabedoria consiste em reconhecer a contingência e a finitude das coisas, mas ao mesmo tempo buscar, por meio do pensamento, as estruturas eternas que sustentam a realidade. É um caminho árduo, mas que nos leva à verdadeira compreensão da natureza do mundo e da nossa própria existência.

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Os ventos da vida em um movimento fluido, nos levam em um voo constante pela existência em busca do significado da nossa existência.

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